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O que é isto?

Ser feliz

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,

mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.

E que posso evitar que ela vá à falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os

desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor

da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de

encontrar um oásis no recôndito da sua alma.

É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.

É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não".

É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo...

(Fernando Pessoa)



 Escrito por Bel às 00h43
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Meus amores: Honey e Laila...



 Escrito por Bel às 22h23
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A essência de toda a vida espiritual é a emoção que existe dentro de você, é

a sua atitude para com os outros. Se a sua motivação é pura e sincera, todo

o resto vem por si. Você pode desenvolver essa atitude correta para com seus

semelhantes baseando-se na bondade, no amor, no respeito e sobretudo na

clara singularidade de cada ser humano. (Dalai Lama)



 Escrito por Bel às 22h03
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RATOS, GATOS
E MUDANÇAS DE STATUS... 

Era uma vez, um bando de ratos que vivia no buraco do assoalho de uma casa velha.
Havia ratos de todos os tipos: grandes e pequenos, pretos e brancos, velhos e jovens, fortes e fracos, da roça e da cidade.
Mas ninguém ligava para as diferenças, porque todos estavam irmanados em torno de um sonho comum: um queijo enorme, amarelo, cheiroso, bem pertinho dos seus narizes.
Comer o queijo seria a suprema felicidade...
Bem pertinho é modo de dizer. Na verdade, o queijo estava imensamente longe, porque entre ele e os ratos estava um gato...
O gato era malvado, tinha dentes afiados e não dormia nunca.
Por vezes, ele fingia dormir. Mas, bastava que um ratinho mais corajoso se aventurasse para fora do buraco 
para que o gato desse um pulo e... era uma vez um ratinho !!
Os ratos odiavam o gato, claro.
Quanto mais o odiavam, mais irmãos se sentiam.
O ódio a um inimigo comum os tornava cúmplices de um mesmo desejo : queriam que o gato morresse.
Ou sonhavam com um cachorro...
Como nada pudessem fazer, reuniam-se para conversar. Faziam discursos, denunciavam
o comportamento do gato ( não se sabe bem para quem ) e chegaram até mesmo a escrever livros
com crítica filosófica sobre os gatos.
Diziam que um dia chegaria, em que os gatos seriam abolidos e todos seriam iguais.
"Quando se estabelecer a ditadura dos ratos", diziam os camundongos, "então todos serão felizes"...
- O queijo é grande o bastante para todos, dizia um.  
- Socializaremos o queijo, dizia outro.
Todos batiam palmas e cantavam as mesmas canções. Era comovente ver tanta fraternidade. 
Como seria bonito quando o gato morresse! Sonhavam. Nos seus sonhos, comiam o queijo.
E quanto mais o comiam, mais ele crescia.
Porque esta é uma das propriedades dos queijos sonhados: não diminuem, crescem sempre.

E marchavam juntos, rabos entrelaçados, gritando: " o queijo, já!"...

Sem que ninguém pudesse explicar como, o fato é que, ao acordarem, numa bela manhã, o gato tinha sumido.
O queijo continuava lá, mais belo do que nunca.
Bastaria dar uns poucos passos para fora do buraco e... nhac !

Olharam cuidadosamente ao redor. Aquilo poderia ser um truque do gato. Mas não era. O gato havia desaparecido mesmo. Chegara o dia glorioso, e dos ratos surgiu um brado retumbante de alegria.
Todos se lançaram ao queijo, irmanados numa fome comum.

 E foi, então, que a transformação aconteceu. Bastou a primeira mordida.

Compreenderam, repentinamente, todos eles, que os queijos de verdade são diferentes dos queijos sonhados.
Quando comidos, em vez de crescer, diminuem.

Assim, quanto maior o número dos ratos a comer o queijo, menor o naco para cada um.
Os ratos começaram a olhar feio, uns para os outros, como se fossem  inimigos.
Olharam, cada um para a boca dos outros, para ver quanto do queijo haviam comido. E os olhares se enfureceram.

Arreganharam os dentes. Esqueceram- se do gato. Eram seus próprios inimigos, agora.
A briga começou. Os mais fortes expulsaram os mais fracos a dentadas. E, ato contínuo, começaram a brigar entre si.
Alguns ameaçaram a chamar o gato, alegando que só assim se restabeleceria a ordem.

Um projeto de socialização do queijo foi aprovado nos seguintes termos :

"Qualquer pedaço de queijo poderá ser tomado dos seus proprietários para ser dado aos ratos magros, desde que este pedaço tenha sido abandonado pelo dono".

Mas, como rato algum jamais abandonou um queijo, os ratos magros foram condenados, pelo próprio grupo, a ficar esperando..

Os ratinhos magros, de dentro do buraco escuro, não podiam compreender o que havia acontecido.
O mais inexplicável era a transformação que se operara no focinho dos ratos fortes, agora donos do queijo.
Tinham todo o jeito do gato, o olhar malvado, os dentes à mostra...

Os ratos magros nem mais conseguiam perceber a diferença entre o gato de antes e os ratos de agora.
E compreenderam, então, que não havia diferença alguma.
Pois todo rato que fica dono do queijo vira gato.
Não é por acidente que os nomes são tão parecidos.

Adoro essa fábula... Tem muito a ver com o que ocorre com algumas pessoas quando detém o poder.


 Escrito por Bel às 21h34
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